As últimas em Entrevistas

  • » Martha Medeiros: Tudo que Eu Queria te Dizer

    mmt.jpgO mercado editorial não deve brigar com o blog, e sim aliar-se a ele, buscar novos autores, as tais “agulhas” no palheiro. Acho que dá pra conviver, mas não tenho bola de cristal, não sei se a internet vai ser o predador do livro. Espero que não. Há blogs de pessoas conhecidas que eu gosto, como o do dramaturgo Domingos de Oliveira e o do jornalista Zeca Camargo, mas dedico um tempo limite para ler textos na tela do computador, mais que isso não consigo.

    Beto Canales conversa com Martha Medeiros.

  • » Rui Silvares

    silvares.jpg“Lá bem no fundo, a arte foi sempre uma coisa de elites, negócio dos poderosos. Pelo menos aquela Arte, com “A” grande, que vem nos livros de história mais coloridos. Os artistas produziam em função de encomendas, fosse para os faraós do Antigo Egipto ou para os Papas da Renascença italiana. O povo era parte estranha ao processo, fazia o papel de basbaque, olhando sem compreender, na maioria das vezes.”

    Beto Canales entrevista o Artista português Rui Silvares sobre “A”rtes e “a”rtes entre outras pinceladas.

  • » Wry: Mário Bross

    mc.jpgSou meio “naive” a qualquer tipo de sofrimento ou dificuldade. Posso parecer louco, mas sou assim. É como se eu não entendesse sofrer do mesmo jeito que a maioria entende. O rock alternativo no Brasil não é visto como algo antigo e experiente, é novidade ainda. Eu vejo uma mudança muito grande acontecendo desde 2001 e o ápice disso tudo foi o CSS ter estourado no mundo. Eu acho fantástico. As vezes, as pessoas reclamam demais.

    Zan entrevista Mário Bross, vocalista, letrista e compositor do Wry.

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As últimas em Fiction

  • » Esqueça Todo o Resto.

    sintia.jpgTem mais, pare de repetir este seu discurso chinfrim sobre lealdade e fidelidade.Isso não vai convencer ninguém, ninguém. Como queria que ele tivesse sido leal se nem você mesmo soube ser leal a si própria? A pior de todas as traições foi a sua. Então vingue-se de si. Que tal água quente no ouvido enquanto dorme? E se furar os próprios olhos com faca de cortar carne?

    Por Sintia Lira.

  • » Uma Reza Para Curar Um Mal Inexistente

    rani1.jpgEra uma casa muito simples. Talvez fosse a casa mais pobre em que ela já havia entrado. Estava usando um jeans e uma camiseta, não tinha mais do que dez reais na carteira para passar a semana toda e ainda assim contrastava com o lugar. Morava em um daqueles prédios que têm muitas portas em corredores mal iluminados, num apartamento pequeno e antigo. Sempre se achou em uma situação limite, mas naquele momento chegou a sentir culpa pelo que tinha. Sua camiseta nem era branca e parecia brilhar contra o sofá.

    Por Ranice Pedrazzi Pozzer.

  • » Telma

    biba11.jpgAs mãos agitavam-se nos bolsos fundos das calças. Ardia em uma febre insólita. Ao lembrar seu olho vazando o dele, sua boca tentando segurá-lo com palavras e uma língua úmida, escorregadia, era quando a dor se confundia com a necessidade de esquecer e, se fosse possível, varar o mundo de vez, estraçalhar-se contra ele, pegando-o desprevenido. Quase rastejava. Seu desejo era a possessão da vida.

    Por Eulália Isabel Coelho - a Biba.

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As últimas em Flash Fiction

  • » Paisagem Útil

    fab12.jpgApanhou outra garrafa, e deu um gole tão grande que lhe escorreu um pouco no queixo e no peito, onde ficaram alojadas ainda algumas gotas, por causa dos pêlos. Pensou em levantar, mas lhe doíam tanto as coisas por causa de um mau jeito que achou por bem ficar mais um pouco na cama. Afinal o que importava acordar, viver, levantar-se, fazer qualquer coisa. Preferia beber, pois aquilo fazia frente à qualquer metafísica e à monotonia de agruras do dia-a-dia, o tédio de nada de bom acontecer.

    Por Fábio Vanzo.

  • » Deslocado

    sheyla1.jpg- Nem pensar! Igual àquela vez que tu inventaste de acamparmos em Três Coroas e não tínhamos repelente. Fiquei toda embolotada, bah, alergia é meu segundo nome…

    - É verdade, amor, lembrei daquela vez que a gente viajou pra São Paulo e tu quiseste jantar num restaurante indiano, começou a ficar toda vermelha e espirrando sem parar. Lembra? Acho que foi em 2003, foi uma ótima viagem!

    Por Sheyla Amaral.

  • » Do Que Ela é Capaz

    douglas1.jpgRoleta russa é o que há, lá. É o único jogo do cassino pós-pós-moderno. Desde que os Estados Unidos unificaram as leis do mundo, cada cidadão tem sua própria pistola, e é com sua parabela recém-comprada que Unombre vai ao cassino, neste dia cinza como todos os outros. Ele tem orgulho de sua novíssima arma, porque gosta de belos desenhos, e o desenho dela é arrojado, aerodinâmico, com linhas retas e alguma diagonalidade. Batizou-a Repetição, por motivos óbvios, por seu alto poderio de tiros por segundo: onze.

    Por Douglas Dickel.

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As últimas em Poesia

  • » A Musa do Século 21

    maria1.jpgAberta, relax, super moderninha:

    divide o namorado com hippies e patricinhas.

    Séria, independente, meio estressadinha:

    tem sua própria casa e paga as contas sozinha.

    Culta, inteligente, artisticazinha:

    Cita filosofia, curte música e um cineminha.

    Por Maria Rezende.

  • » Timidez

    bibi1.jpgQue bom que é ficar só, posto de lado…

    subir a longa queda até o fim.

    E chegar exausto, incompreendido, caluniado.

    Desato em soluções sobre mim.

    Choro na noite longa e transito como um menino ruim atrás da porta.

    Mas comigo me consolo em sentir-me incompreendido.

    Por Bibiana Lubian.

  • » Natureza Morta

    fel1.jpgtalheres dispostos
    a teu critério

    extirpei a rosa d’água
    para dilacera-la

    o jarro aquietou
    a revolta translúcida.

    Por Felipe Fonseca.

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As últimas em Música

  • » Música e Preconceito

    amy_winehouse.jpg Ela canta com voz de uma negra gorda de 40 anos, tem uma expressão corporal de uma etíope raquítica de 60 e um cérebro de uma menina branca e mimada de dez, destas crianças que nem os pais suportam. Não bastasse isso, é viciada em drogas, dizem que das pesadas, além de álcool e tudo mais que destrua a saúde. É pouco? Pois tem mais…

    Estreiando na 3:AM Magazine Brasil como editor, Beto Canales esclarece o que realmente importa sobre Amy Whinehouse.

  • » Velhos Britpoppers Não Morrem

    benmyers.jpgBritipop não destruiu o indie mas deu um alerta às gravadoras para o apetite do publico por nerds magrelos denunciando a cultura americana e proclamando seu próprio fulgor. Claro, além de algumas cidades européias e o bizarro disco-japonês, o mundo permaneceu largamente despreocupado pelo Britpop, possivelmente por ser um movimento baseado numa cultura reciclada três décadas de importância da referência distintamente Inglesa indicando (as letras de Small Faces, o pesado refrão do Wire, o estilo de vestir de Grange Hill) em vez de qualquer coisa aproximando inovação.

    Ben Myers admira porque britpoppers estão pegando canetas invéz de guitarras.

  • » For All The Fucked-Up Children Of The World

    fucked_up_1.jpgErik descobriu algumas intragáveis opiniões durante o curso de sua pesquisa — muitas mostradas em suas verdadeiras cores — Como você trabalha e alega que é amigo de alguém que mais tarde é descartado como um ditador sem talento? Ja li estes tipos de livros antes, estou bem ciente de queixas e amarguras de secundários membros de bandas, que tem seu talento ignorado, dizem eles. Dito isto, este é um livro a base de muito boa pesquisa.

    Do fundo do baú. Importante figura do Pop Underground Inglês Sonic Boom escreve exclusivamente para 3:AM sobre a história Spacemen 3 e Spiritualized.

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As últimas em Crítica

  • » O Bigode

    bigode1.jpgA trama evolui ao ponto em que ora Marc acredita – e nos leva junto – que ele é quem está louco e por isso faz sofrer a amada, para momentos depois concluir que ela é quem enlouqueceu e deve ser tratada com cuidado e amor. Carrère leva o choque de relacionamentos ao extremo: o quanto alguém estaria disposto a amar quem não acredita nele? Ou como seria possível amarmos sem acreditar na pessoa?

    Por Jefferson Luiz Maleski.

  • » Dexter: A Mao Esquerda de Deus, de Jeff Lindsay

    dexter.jpgQuem já segue a série Dexter (Showtime, 2006) – atualmente ela está no começo da terceira temporada – deve se surpreender com a escrita leve de Jeff Lindsay. É impressionante como ele consegue contar de forma descontraída e carregada de humor negro, em primeira pessoa, a história de um assassino em série. Esta tática faz com que o leitor conheça os pensamentos sombrios e contraditórios de Dexter. Pode-se tentar entender e até simpatizar com o seu modo de pensar.

    Por Jefferson Luiz Maleski.

  • » O Caçador de Pipas

    1942t.jpgO que diferencia um livro bom de um ruim? Alguns diriam que é a estória em si. Mas, e se existissem dois livros sobre a mesma estória, o que tornaria um deles melhor que o outro? Provavelmente a capacidade de um dos autores em melhor criar a arte literária, expressando de um modo único e perfeito aquilo que deseja transmitir. Sabe-se que duas pessoas podem presenciar o mesmo fato e o narrarem em versões totalmente distintas.

    Por Jefferson Luiz Maleski.

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As últimas em Nonfiction

  • » Revivendo o Primeiro Amor

    camila1.jpgA leitura é como um primeiro amor. Nos invade por completo, nos envolve, nos enche de emoção, nos transporta para um mundo onde podemos construir tudo conforme a nossa imaginação, numa cumplicidade estreita entre o leitor e o escritor. E essa cumplicidade gera uma amizade sadia onde o leitor viaja pelo mundo todo, amplia seu dicionário, agiganta o seu universo de conhecimentos.

    Por Camila Panassolo.

  • » Violino Encapsulado

    leticia1.jpgHomem moderno quer ser moderno e mal conhece a lua, já aponta defeitos. Tudo diet. Hora diet. Humor diet. Cinema diet também. Francês para soar Proust. Inglês para ser Microsoft. Espanhol para concurso público e visita cidade grande, morrendo de medo de assaltante, mas vai. Desbravando bares e consumindo outro homem moderno, o homem moderno é incansável. Sofre em sua abordagem automotiva, lê e faz revisões de sua agenda vazia e o mundo se abre como flor em tempo certo. Diet, cosmos, híbrido e tangente de vetores. Deus criando sua concepção.

    Por Letícia Palmeira.

  • » Campanha Desacelera: Por Uma Vida Com Menos Pontos de Exclamação

    janat.jpgVivemos dias em que até as plantas e os cachorros sofrem de estresse.

    E por quê?

    Porque perdemos a noção.

    Porque passamos nossos dias olhando um relógio e correndo atrás dele, enlouquecidamente, abrindo mão de coisas importantíssimas para garantir um futuro que, na realidade, nunca vem com garantia nenhuma.

    Por Jana Lauxen.

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