As últimas em Entrevistas

  • » Beto Canales: Eles aparecem do nada e sentam ao meu lado.

    beto-canales-entrevista-2.jpgSe o autor escrever um bom livro e ficar sentado na frente da TV esperando se tornar um best seller, estará fadado ao fracasso. Os meios de comunicação protegem os seus e dificultam para quem chega de fora. Ou seja, tem que “pelear”, correr atrás e não deixar por menos. Fazendo isso e esquecendo os luxos e supérfluos, o autor vive da literatura sim. Ou seja, ele terá uma vida como qualquer operário mal pago que existe por aí.

    Jana Lauxen conversa com Beto Canales.

  • » Jana Lauxen: Precoce? Eu? Estou é atrasada!

    jana-lauxen-divulgacao.jpgEscrever, para mim, é fundamental, seja no Brasil, seja no outro lado do oceano.
    Porém, aqui, nosso maior problema é o descaso total com a arte e seus artistas e isso (é muito importante ressaltar) não é somente responsabilidade do governo ou das editoras, mas da população toda.
    É comum encontrarmos pessoas que acham caro um livro custar 30 reais, mas pagam 200 por uma calça sem reclamar.
    E não me refiro aqui ao povo pobre e analfabeto (estes eu até compreendo), mas à classe dita intelectualizada, formada em universidades particulares, que viajam todo ano para a Europa.
    É bem trágico – para não dizer cômico.

    Beto Canales conversa com Jana Lauxen.

  • » Martha Medeiros: Tudo que Eu Queria te Dizer

    mmt.jpgO mercado editorial não deve brigar com o blog, e sim aliar-se a ele, buscar novos autores, as tais “agulhas” no palheiro. Acho que dá pra conviver, mas não tenho bola de cristal, não sei se a internet vai ser o predador do livro. Espero que não. Há blogs de pessoas conhecidas que eu gosto, como o do dramaturgo Domingos de Oliveira e o do jornalista Zeca Camargo, mas dedico um tempo limite para ler textos na tela do computador, mais que isso não consigo.

    Beto Canales conversa com Martha Medeiros.

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As últimas em Fiction

  • » Vai.

    foto-tassia.jpgTu, no entanto, custou a me deixar. Não entendia porque eu pedia pra ires embora se o queria tão bem. Confuso, impotente, quase desistiu. Mas de tanto que insisti, vencido, se foi. E quando o fez, fez ligeiro, sem olhar pra trás, talvez admitindo pra si sua ânsia em desvendar o desconhecido.
    Depois disso, muitos me disseram que tu não saberias viver em liberdade, que estavas acostumado ao meu zelo e ao meu amor. Que eu te fizera mais mal que bem ao te deixar partir. E é possível que estivessem certos.

    Por Tássia Jaeger .

  • » Amar como exercício.

    bruna_maria_foto2.jpg“Crerás em algum deus? Não posso saber. És tão miúdo e desconhecido que não parece estar comigo. Devo te amar, devo te receber como o filho esperado. Mas não te conheço. Quem sabe, ao longo do tempo, brote em mim, qual a muda que espero brotar no bosque, uma fração de sentimento por ti? Enquanto esperamos, saberás do meu amor através dos olhos – e, ao contemplar a grandeza das folhas verdes a ti dedicadas, bem ao alto, saberás que estas são fruto do meu empenho em deixar em ti um lastro de vida e uma prova do amor que, como pai, te devo.”

    Por Bruna Maria.

  • » Uma Busca pelos Sentidos.

    sidney.jpgConheci algumas poucas pessoas felizes em minha vida. Busco outras. Tento ainda tornar outras tantas felizes. Isso me faz feliz. Esse é meu Deus: tentar mostrar às pessoas que existem muito mais sentidos do que apenas os cinco mais conhecidos.

    Por Sidnei Stadnik.

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As últimas em Flash Fiction

  • » Cogito ergo sum?

    natty.jpgGostaria de sinceridade e de um amor pra me distrair, só. Não tinha nenhum dos dois. Talvez esperasse demais.
    Na verdade sempre exagerei, sempre gostei da palavra DEMAIS.
    Falava demais, sonhava demais, mentia demais, sentia de menos, vivia do nada.

    Por Natalye Alves.

  • » O dilema do sabão em pó.

    foto_volponi.jpgVocê pega sua lista de compras e vai até o supermercado. Há um corredor inteiro, com vários metros de altura, só com opções de sabão em pó. Sabão de ação direta, dupla ação, tripla ação, multiação, com alvejante, com ação bleach (porque “alvejar” não é um termo claro o suficiente), com suavizante, com poder rosa, com solução anil, com 02, fresh, para roupas brancas, para roupas coloridas, para roupas sensíveis. E agora? Multiação é quantas vezes maior que tripla ação? Ou será que é menor? Não seria melhor ação direta? Para cuecas, o poder rosa está definitivamente fora de cogitação. Mas é melhor ter cuecas alvas ou suaves?

    Por Rodrigo Volponi Leal.

  • » Bem-vindos a Carençolândia

    xs1.jpgO macho carançolandês não passa meia hora separado, não vive sequer o luto amoroso da resoluta que aplicou-lhe um conga no meio da bunda - a padoca mole e farta que dantes já prescrevia o chute. Ele vai lá e agarra a primeira que passa, nem que seja um manequim de gesso, como ocorreu ao meu amigo Sizenando, aquele mesmo que trabalhava como galhudo-mor nas crônicas de Rubem Braga. Enquanto o manequim era levado de um lado a outro da rua, para uma troca de vitrines, ele abofelou-se com a loira gessificada e a entope de gala até hoje.

    Por Xico Sá.

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As últimas em Poesia

  • » Haikai Jornalístico e outros.

    cleiton.jpgII
    Volto pra casa.
    A chave gira.
    A vida passa.

    III
    O gato esguio
    Escala, sonolento,
    A noite alvinegra.

    IV
    A mídia de massa
    Amassa
    A massa cinzenta.

    Por Cleiton Soares Zanini.

  • » Poeta.

    marcos.jpgPoesia
    Que rima
    Com vida
    Que enche
    Meus olhos de alegria
    Ao ler um poema de Drummond
    Sobre uma pedra no meio do caminho.

    Por Marcos Seiter.

  • » BEM ZINA.

    foto_joi.jpgE não me venha com essa merda
    se me passei e falei demais
    passen see ya seesse passow
    passada esta está
    amanhã tem mais
    de novo tudo errado
    todo dia toda hora
    que nada mais me traz
    além de todo leite derramado
    que não volta pra onde veio nem a pau.

    Por Joice Giacomoni

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As últimas em Música

  • » Música e Preconceito

    amy_winehouse.jpg Ela canta com voz de uma negra gorda de 40 anos, tem uma expressão corporal de uma etíope raquítica de 60 e um cérebro de uma menina branca e mimada de dez, destas crianças que nem os pais suportam. Não bastasse isso, é viciada em drogas, dizem que das pesadas, além de álcool e tudo mais que destrua a saúde. É pouco? Pois tem mais…

    Estreiando na 3:AM Magazine Brasil como editor, Beto Canales esclarece o que realmente importa sobre Amy Whinehouse.

  • » Velhos Britpoppers Não Morrem

    benmyers.jpgBritipop não destruiu o indie mas deu um alerta às gravadoras para o apetite do publico por nerds magrelos denunciando a cultura americana e proclamando seu próprio fulgor. Claro, além de algumas cidades européias e o bizarro disco-japonês, o mundo permaneceu largamente despreocupado pelo Britpop, possivelmente por ser um movimento baseado numa cultura reciclada três décadas de importância da referência distintamente Inglesa indicando (as letras de Small Faces, o pesado refrão do Wire, o estilo de vestir de Grange Hill) em vez de qualquer coisa aproximando inovação.

    Ben Myers admira porque britpoppers estão pegando canetas invéz de guitarras.

  • » For All The Fucked-Up Children Of The World

    fucked_up_1.jpgErik descobriu algumas intragáveis opiniões durante o curso de sua pesquisa — muitas mostradas em suas verdadeiras cores — Como você trabalha e alega que é amigo de alguém que mais tarde é descartado como um ditador sem talento? Ja li estes tipos de livros antes, estou bem ciente de queixas e amarguras de secundários membros de bandas, que tem seu talento ignorado, dizem eles. Dito isto, este é um livro a base de muito boa pesquisa.

    Do fundo do baú. Importante figura do Pop Underground Inglês Sonic Boom escreve exclusivamente para 3:AM sobre a história Spacemen 3 e Spiritualized.

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As últimas em Crítica

  • » LIVRE PARA SER PRESO.

    2.jpgAfobório criou uma novela com os elementos práticos e sucintos da produção do contista que sempre foi: nada sobra e nada falta na engenhosa história de Alencar e Jorge, seus perturbados protagonistas.
    O primeiro, um fazendeiro mais pedante que esperto, sofre pelos chifres que sua falecida mulher colocou em sua testa. O outro, fugitivo da polícia, é completamente apaixonado por uma boneca e acredita piamente ser uma onça pintada.
    O enredo lhe pareceu absurdo? E é.
    Isso até que se comece a ler a extraordinária história de dois homens que desafiam sua própria humanidade, e lançam mão de uma guerra particular onde só cabem dois soldados, buscando na selvageria qualquer coisa que os aproximem dos homens que nunca foram.

    Por Gabriel Nepomuceno Vieira.

  • » Beto Canales e tudo o que não vivemos.

    beto-canales-entrevista-2.jpgA vida que não vivi, livro de estréia do escritor gaúcho Beto Canales, é sobre vidas - vividas e não vividas.
    Vidas assumidas e vidas escondidas, vidas boas e vidas ruins, vidas santas e vidas profanas, vidas limpas e vidas sujas.
    São 18 contos que retratam com minúcia e certo despudor a existência de vidas paralelas à nossa; vidas tão cruelmente verdadeiras que te obrigam a suspirar e retomar o fôlego ante cada história que se inicia.
    Tem vidas pra caramba no livro.
    E boas sacadas, daquelas que a gente sublinha com a caneta para poder reler mais tarde: “os segundos parecem vagões pesados e inertes”, “os meninos, cabisbaixos, tinham elefantes nas pálpebras”.
    E por aí só vai.

    Por Jana Lauxen.

  • » O Pó de Carol.

    carol-bensimon-2.jpgCarol nos leva de volta para lugares dentro de nós mesmos, lugares que muito provavelmente já tenhamos até esquecido (ou tentado esquecer) que existem.
    Em alguns momentos você precisa parar tudo para rir; em seguida, precisa parar tudo para disfarçar uma lágrima que, teimosa, quer descer. Em outros momentos você precisa parar tudo para pensar sobre o que acabou de ler e, num outro ainda, você lê repetidas vezes a mesma frase, numa tentativa quase desesperada de capturar dali todos os seus significados e significantes – e existem muitos, mais do que podemos apreender.

    Por Jana Lauxen.

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As últimas em Nonfiction

  • » O FANTÁSTICO MUNDO DAS COISAS

    cardoso.jpgColher é um apetrecho TALHÉRICO muito esquisito desde criança e,
    portanto, muito perturbado pelos coleguinhas na ESCOLA. Com a forma de
    um GARFO DE LUVA levemente ACONCHEADO, a colher é um ser que cresce
    para jamais sair do SUBALTERNO. Quando adolescente, serve para fazer
    todo o trabalho duro; as mais PARRUDAS designadas para SERVIR os
    pratos e as mais MIRRADINHAS ficam com a tarefa de CAVOCAR sobremesas
    e sopas. Garfos e facas, que ficam sempre com o mais NOBRE da
    refeição, deleitam-se com a situação e CAGAM NA CABEÇA da pobre
    colher.

    Por André ‘Cardoso’ Czarnobai.

  • » Violino Encapsulado

    leticia1.jpgHomem moderno quer ser moderno e mal conhece a lua, já aponta defeitos. Tudo diet. Hora diet. Humor diet. Cinema diet também. Francês para soar Proust. Inglês para ser Microsoft. Espanhol para concurso público e visita cidade grande, morrendo de medo de assaltante, mas vai. Desbravando bares e consumindo outro homem moderno, o homem moderno é incansável. Sofre em sua abordagem automotiva, lê e faz revisões de sua agenda vazia e o mundo se abre como flor em tempo certo. Diet, cosmos, híbrido e tangente de vetores. Deus criando sua concepção.

    Por Letícia Palmeira.

  • » Campanha Desacelera: Por Uma Vida Com Menos Pontos de Exclamação

    janat.jpgVivemos dias em que até as plantas e os cachorros sofrem de estresse.

    E por quê?

    Porque perdemos a noção.

    Porque passamos nossos dias olhando um relógio e correndo atrás dele, enlouquecidamente, abrindo mão de coisas importantíssimas para garantir um futuro que, na realidade, nunca vem com garantia nenhuma.

    Por Jana Lauxen.

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