Arquivos do Buzzwords blog: June 2007. Click aqui para os posts mais recentes..

The Graffiti Project on Kelburn Castle (publicado 28/06/2007)


Uma idéia simples e original: Tirar a vibrante e muitas vezes breve arte do Grafite Brasileiro do seu contexto urbano e trazer para as antigas e permanentes paredes de um castelo histórico numa área rural da Escócia. Os artistas, incluindo os brasileiros, conhecidos por ‘Sao Paulo Crew’: Os Gêmeos, Nunca e Nina, e organizadores do projeto viveram no castelo durante um mês, entre maio e junho, onde conversaram e exploraram novas idéias de ambos lados do Equador. O resultado do Graffiti Project on Kelborn Castle é uma explosão de cores numa das paredes do tradicional castelo Kelburn, desafiando a compreensão do público entre o rural e o urbano e nesta forma de arte, geralmente, não compreendida na Grã Bretanha, usando da beleza e habilidade desses artistas.

Velhas Virgens (publicado )

Banda brasileira com letras irreverentes, geralmente com o assuntos sexuais e alcoólicos. Proveniente de São Paulo a banda Velhas Virgens faz um rock ‘n roll viril e autêntico como há muito não se via, ou melhor, ouvia. Completamente à parte de modismos e tendências, o grupo, que já tem oito discos lançados, vai tomando cada vez mais espaço no cenário musical brasileiro.Outra marca do grupo foi chamar artistas consagrados para participarem de algumas canções. No primeiro disco encontramos as presenças mais do que especiais de Pit Passarel do Viper, Oswaldo Vecchione do Made In Brazil, Eduardo Araújo e do mestre do Rock nacional, Marcelo Nova, e olha ela aí, a Elke Maravilha!

Patti Smith “Horses” (publicado 18/06/2007)

Professor Universitário Sentenciado a Um Ano de Detenção Por Injuria Terá Seu Caso Analisado Pelo Tribunal (publicado 15/06/2007)

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O professor Emir Sader foi sentenciado em outubro de 2006 a um ano de detenção e a perda do cargo de professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro por artigo publicado on-line em maio de 2005, no qual ele chama o senador Jorge Bornhausen de elitista, burguês, fascista e racista.

Durante seminário com empresários em agosto de 2005 o senador Bornhausen foi questionado se ele estaria desencantado com a então crise política na qual estava mergulhado o pais, ao que ele respondeu que, ao contrário, estava feliz porque “a gente vai se ver livre dessa raça por, pelo menos, 30 anos”, referindo-se, como ele próprio confirmou mais tarde, a políticos do Partido dos Trabalhadores (partido do presidente Lula).

Em resposta à declaração, o professor Sader publicou um artigo no website da Agencia Carta Maior, da qual é colunista, no qual se refere ao senador Bornhausen nos termos acima mencionados. Reagindo ao artigo, o Sr. Bornhausen entrou com processo-crime por difamação, injuria e calunia nos termos da Lei de Imprensa de 1967. Após analisar o caso, o juiz de primeiro grau sentenciou o Professor Sader à pena máxima prevista para injuria na Lei de Imprensa. Além disso, o juiz considerou que o Sr. Sader abusou de sua posição de reconhecido professor de universidade publica e, como efeito secundário, determinou a perda de cargo ou função publica, em razão do que ele perde sua posição como professor da UFRJ. A pena de detenção foi convertida, por determinação legal, em serviços comunitários de oito horas diárias pelo mesmo período. O juiz ressaltou na sentença que “a honorabilidade do cargo de Senador da Republica, […] faz refletir ainda mais o grau de reprovação das ofensas que lhe foram dirigidas”.

Hoje o Tribunal de Justiça de São Paulo analisa as apelações do autor, réu e Ministério Publico, uma vez que todas as partes questionaram a sentença de primeira instancia. A ARTIGO 19 clama à corte paulista para que atente às obrigações internacionais do Brasil na área da liberdade de expressão e absolva o professor Sader de acusações criminais.

A Artigo 19 reitera sua posição de que processos criminais relativos a crimes de difamação constituem limitação não justificável à liberdade de expressão, especialmente quando dão lugar a penas excessivas e desproporcionais, como no caso do professor Sader. Essa posição é partilhada pelo Relator para Liberdade de Expressão da OEA que afirmou que o “[c]rime de difamação não constitui limitação justificável à liberdade de expressão; todas as leis sobre difamação de cunho criminal deveriam ser abolidas e substituídas, quando necessário, por leis apropriadas de cunho civil”.

A Artigo 19 também discorda do argumento utilizado pelo juiz em relação à necessária maior proteção da reputação de oficiais públicos como senadores eleitos. Cortes internacionais de direitos humanos têm consistentemente considerado que oficiais públicos devem tolerar maior e não menor grau de crítica do que os cidadãos comuns. A Corte Interamericana de Direitos Humanos, por exemplo, já declarou que:

[É] lógico e apropriado que declarações relativas a oficiais públicos e outros indivíduos que exerçam funções de natureza pública mereçam, nos termos do artigo 13(2) da Convenção, certa amplitude no largo debate sobre assuntos de interesse público que são essenciais ao funcionamento de um sistema verdadeiramente democrático… Um limite diferente de proteção deve ser aplicado, que não tem fundamento na natureza do assunto, mas no caráter de interesse público subjacente às atividades e atos de um dado individuo. Indivíduos que tenham influência sobre temas de interesse público se abriram voluntariamente a um escrutínio público mais intenso e, consequentemente, neste âmbito, são sujeitos a maior risco de critica, uma vez que suas atividades vão além da esfera privada e pertencem ao âmbito do debate público.

Retrospectiva de Hélio Oiticica e Filmes de Glauber Rocha na Tate Modern (publicado 13/06/2007)

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Entre 6 June – 23 September 2007, A Tate Modern, em Londres, estará exibindo mais de 150 trabalhos de Hélio Oiticica (1937–1980). Ele é considerado um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto. Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência“. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas e grafismos e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 60 e 70.

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Em 1968 Hélio Oiticica apareceu no revolucionário filme Câncer de Glauber Rocha. Rocha era o icônico e teórico líder do Cinema Novo que dividia o desejo de Oiticica por independência cultural e o desmantelamento da hierarquia social. Glauber Rocha foi um cineasta controvertido e incompreendido no seu tempo, além de ter sido patrulhado tanto pela direita como pela esquerda brasileira. Ele tinha uma visão apocalíptica de um mundo em constante decadência e toda a sua obra denotava esse seu temor. Com Barravento ele foi premiado no Festival Internacional de Cinema da Tchecoslováquia em 1963. Um ano depois, com ‘Deus e o diabo na terra do sol, ele conquistou o Grande Prêmio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Acapulco.
Foi com Terra em transe que tornou-se reconhecido, conquistando o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, o Prêmio Luiz Buñuel na Espanha e o Golfinho de Ouro de melhor filme do ano, no Rio de Janeiro. Outro filme premiado de Glauber foi O dragão da maldade contra o santo guerreiro, prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e, outra vez, o Prêmio Luiz Buñuel na Espanha.

Em conjunto com a exposição de Hélio Oiticica a Tate Modern está exibindo, Câncer, mais sete outros reconhecidos filmes do cineasta. Confira!

Billy Childish & The Buff Medways - Medway Wheelers (publicado )


Leia mais sobre Billy Childish na 3:AM – (Em Inglês)