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	<title>3:AM Magazine Brasil</title>
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	<description></description>
	<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 11:25:07 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Vai.</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 11:21:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fiction]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto-tassia.jpg" title="foto-tassia.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto-tassia.thumbnail.jpg" alt="foto-tassia.jpg" /></a>Tu, no entanto, custou a me deixar. Não entendia porque eu pedia pra ires embora se o queria tão bem. Confuso, impotente, quase desistiu. Mas de tanto que insisti, vencido, se foi. E quando o fez, fez ligeiro, sem olhar pra trás, talvez admitindo pra si sua ânsia em desvendar o desconhecido. 
Depois disso, muitos me disseram que tu não saberias viver em liberdade, que estavas acostumado ao meu zelo e ao meu amor. Que eu te fizera mais mal que bem ao te deixar partir. E é possível que estivessem certos.

Por <strong>Tássia Jaeger </strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que foi duro. Mas necessário. Decidi te deixar partir. Decidi te permitir a independência de mim. Sofri, pois pra te deixar livre foi preciso te perder. Egoísta, só sabia te ter preso. Então abri e porta e disse “vai”.<br />
 <br />
Tu, no entanto, custou a me deixar. Não entendia porque eu pedia pra ires embora se o queria tão bem. Confuso, impotente, quase desistiu. Mas de tanto que insisti, vencido, se foi. E quando o fez, fez ligeiro, sem olhar pra trás, talvez admitindo pra si sua ânsia em desvendar o desconhecido.<br />
 <br />
Depois disso, muitos me disseram que tu não saberias viver em liberdade, que estavas acostumado ao meu zelo e ao meu amor. Que eu te fizera mais mal que bem ao te deixar partir. E é possível que estivessem certos. Pois, ao tentar me livrar do egoísmo de querer-te só pra mim, fui mais ainda. Ao romper nosso laço pensei só em mim novamente, na conquista da minha liberdade.<br />
 <br />
Tua gaiola ficou em algum lugar daquela casa onde agora moram outras histórias. E hoje, ao escutar o pio de algum pássaro, busco encontrá-lo. E quando surpreendo um canário amarelo num fio de luz, imagino que pode seres tu, mesmo sabendo que se a luta pela sobrevivência não te matou cedo, o tempo agora já o fez. </p>
<p><strong>Sobre a autora:</strong></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto-tassia.jpg" title="foto-tassia.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto-tassia.thumbnail.jpg" alt="foto-tassia.jpg" /></a></p>
<p><font face="Times New Roman"><a target="_blank" href="http://www.tataj.blogspot.com">Tássia Jaeger</a>, 22 anos, gaúcha de Porto Alegre, estudante de Jornalismo; colaboradora do site Queb (Qual é a Boa?), da AJOR (Agência Experimental de Jornalismo IPA) e do site Universo IPA da Rede Metodista de Educação do Sul, do site 3:AM Magazine Brasil, do zine virtual E-Blogue e do </font><a target="_blank" href="http://capricho.abril.com.br/blogs/tudodeblog/"><font color="#333333" face="Times New Roman">Tudo de Blog da Revista Capricho</font></a><font face="Times New Roman"> nos anos de 2008 e 2009 . Também pode ser lida em seu blog <span style="font-family: Verdana"><a target="_blank" href="http://www.tataj.blogspot.com/"><span style="font-family: 'Times New Roman'"><font color="#333333">www.tataj.blogspot.com</font></span></a></span>.</font><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto-tassia.jpg" title="foto-tassia.jpg"></a></p>
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		</item>
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		<title>Amar como exercício.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/amar-como-exercicio/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fiction]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/bruna_maria_foto2.jpg" title="bruna_maria_foto2.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/bruna_maria_foto2.thumbnail.jpg" alt="bruna_maria_foto2.jpg" /></a>“Crerás em algum deus? Não posso saber. És tão miúdo e desconhecido que não parece estar comigo. Devo te amar, devo te receber como o filho esperado. Mas não te conheço. Quem sabe, ao longo do tempo, brote em mim, qual a muda que espero brotar no bosque, uma fração de sentimento por ti? Enquanto esperamos, saberás do meu amor através dos olhos – e, ao contemplar a grandeza das folhas verdes a ti dedicadas, bem ao alto, saberás que estas são fruto do meu empenho em deixar em ti um lastro de vida e uma prova do amor que, como pai, te devo.”

Por <strong>Bruna Maria</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As calçadas da cidade me conduziam através de um corredor cujas paredes, de texturas várias, se revezavam entre prédios e pequenas extensões arborizadas. “Há muitos anos” – comecei a recordar a carta que eu trazia firmemente dobrada em uma das mãos – “Há muitos anos, fui ao Bosque de Bellville plantar uma discreta muda de árvore para ti.”<br />
O piso da calçada continuava a formular o meu trajeto, enquanto meus pés seguiam religiosamente cada detalhe do chão de concreto que me guiava ao local assinalado como endereço do remetente da carta. “Meus cálculos indicaram que uma árvore saudável e frondosa estará esperando por ti com a chegada dos teus vinte anos.”<br />
As palavras, a esta altura já decoradas em mim, iam tomando tonalidade, corpo, timbre e verdade à medida que eu me afastava da materialidade da carta em si, ao amassar ainda mais, entre os meus dedos, o papel que a compunha fisicamente.<br />
“Quis sinônimo para o nascimento; a vida que eu estava te dando. Eu, deixando como legado uma parcela de natureza pura, de uma obra divina, de Vida maiúscula e incondicional.”<br />
Meus pés, súbitos, tropeçaram em uma enorme raiz, grossa e densa, possível base de uma árvore saudável e jovem. No reflexo físico do tropeço, minhas mãos se contraíram ao invés de, espalmadas, buscarem amparar a minha queda no chão.<br />
Tive a sorte de não cair. Mas, a força da contração das minhas mãos fez uma fissura irremediável no papel da carta.<br />
“Será como se nela, por todas as suas células, circulasse a seiva-prova do elemento vital, deixando representado, ali na vegetal presença, a energia que nos deve unir e servir de referência para todos os teus dias.”<br />
Fez-se sombra.<br />
Um hálito fresco soprou minha face e balançou meus cabelos. Inesperadamente, a calçada que antes me guiava perdeu-se em um chão de terra. Era como se em um bosque eu tivesse chegado. Olhei para cima.<br />
“Crerás em algum deus? Não posso saber. És tão miúdo e desconhecido que não parece estar comigo. Devo te amar, devo te receber como o filho esperado. Mas não te conheço. Quem sabe, ao longo do tempo, brote em mim, qual a muda que espero brotar no bosque, uma fração de sentimento por ti? Enquanto esperamos, saberás do meu amor através dos olhos – e, ao contemplar a grandeza das folhas verdes a ti dedicadas, bem ao alto, saberás que estas são fruto do meu empenho em deixar em ti um lastro de vida e uma prova do amor que, como pai, te devo.”<br />
A carta em minha mão era, nesse momento, simples bola de papel amassada, sem sentido, destruída e úmida pelo suor e pelo sangue que de minha mão escorria. Eu estava ao pé da árvore e a minha seiva-prova pingou na terra que estacara os meus pés.<br />
Subiu o cheiro da chuva e eu já não estava mais calçado. O meu corpo todo se aqueceu, com tremores de reconhecimento e satisfação.<br />
Com uma enorme sensação de acolhimento, repeti para mim o que a lápide, ao pé da árvore, me ditava: Com a prova do meu futuro amor, Juanes (1931 – 1977). E era como ter nascido, mas agora de verdade.</p>
<p><strong>Sobre a autora:</strong></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/bruna_maria_foto2.jpg" title="bruna_maria_foto2.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/bruna_maria_foto2.thumbnail.jpg" alt="bruna_maria_foto2.jpg" /></a></p>
<p><a target="_blank" href="http://www.projetoautoral.wordpress.com/">Bruna Maria</a> é carioca, mas não chega a ser muito fã de dias de sol. Formada em Letras, já cultivou uma média de três blogs pela rede, deletando os dois últimos por ter embirrado com a escrita. Para ela, o ato de escrever pode ser muito cruel e pouco redentor e, por isso, vive tentando desistir de se meter com as palavras. Mas não consegue. E, agora, investe em seu blog “Projeto Autoral” (<a href="http://www.projetoautoral.wordpress.com/">www.projetoautoral.wordpress.com</a>), no qual descreve a rotina da organização de seu primeiro livro.</p>
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		<title>LIVRE PARA SER PRESO.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/livre-para-ser-preso/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 18:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cr&iacute;tica]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/2.jpg" title="2.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/2.thumbnail.jpg" alt="2.jpg" /></a>Afobório criou uma novela com os elementos práticos e sucintos da produção do contista que sempre foi: nada sobra e nada falta na engenhosa história de Alencar e Jorge, seus perturbados protagonistas. 
O primeiro, um fazendeiro mais pedante que esperto, sofre pelos chifres que sua falecida mulher colocou em sua testa. O outro, fugitivo da polícia, é completamente apaixonado por uma boneca e acredita piamente ser uma onça pintada.
O enredo lhe pareceu absurdo? E é.
Isso até que se comece a ler a extraordinária história de dois homens que desafiam sua própria humanidade, e lançam mão de uma guerra particular onde só cabem dois soldados, buscando na selvageria qualquer coisa que os aproximem dos homens que nunca foram.

Por <strong>Gabriel Nepomuceno Vieira</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Times New Roman"></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right" class="MsoNormal">Por Gabriel Nepomuceno Vieira.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Ele usa uma balaclava enfiada na cabeça, tem um blogue feito de carniça, acredita que estamos mais perto do inferno do que do céu e escreve sobre o lado escuro da vida.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Estou falando, é claro, do escritor gaúcho <a target="_blank" href="http://www.afoborio.blogspot.com/"><strong>Afobório</strong></a>, pseudônimo de Alexandre Durigon, 31 anos, que acaba de lançar seu livro de estréia, <em>Livre Para Ser Preso </em>(2009, R$25), pela editora carioca <a target="_blank" href="http://www.editoramultifoco.com.br/">Multifoco</a>.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Acostumado a escrever contos, <em>Livre Para Ser Preso</em> é sua primeira narrativa longa, e já chega surpreendendo e mostrando que veio para ficar - por mais que isso incomode os politicamente corretos e românticos de plantão.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Afobório criou uma novela com os elementos práticos e sucintos da produção do contista que sempre foi: nada sobra e nada falta na engenhosa história de Alencar e Jorge, seus perturbados protagonistas.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">O primeiro, um fazendeiro mais pedante que esperto, sofre pelos chifres que sua falecida mulher colocou em sua testa. O outro, fugitivo da polícia, é completamente apaixonado por uma boneca e acredita piamente ser uma onça pintada.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">O enredo lhe pareceu absurdo? E é.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Isso até que se comece a ler a extraordinária história de dois homens que desafiam sua própria humanidade, e lançam mão de uma guerra particular onde só cabem dois soldados, buscando na selvageria qualquer coisa que os aproximem dos homens que nunca foram.</p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/livre-para-ser-preso-capa.jpg" title="livre-para-ser-preso-capa.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/livre-para-ser-preso-capa.jpg" alt="livre-para-ser-preso-capa.jpg" /></a></font></p>
<p><font face="Times New Roman"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Diferentemente de muitos autores de suspense e literatura fantástica - que acabam apenas refazendo o que já foi feito - Afobório não busca em escritores consagrados nem em filmes do gênero inspiração para suas histórias.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Sua matéria-prima é a vida que ele enxerga pela janela de sua sala:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">- Escrevo coisas que vejo e encontro nas pessoas. Acredito que as estórias que desenvolvo têm um bom fundo de verdade. Se você prestar atenção à sua volta, verá que o que não falta são bizarrices. O mundo é feio, mas a maioria das pessoas reluta contra isso e o pintam de bonito para disfarçar o que incomoda e envergonha a sociedade. Eu vejo as coisas por outro lado. É por isso que exploro o lado negativo do ser humano, e da vida.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">E é isso que encontramos em suas histórias, abundantemente: realismo e verdade.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">E é também exatamente isso que mais perturba na literatura de Afobório.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Tudo que está escrito é passível de se tornar real.</p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/2.jpg" title="2.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/2.jpg" alt="2.jpg" /></a></font></p>
<p><font face="Times New Roman"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Esta proximidade sinistra e sensacional que o autor possui com a realidade dura, crua e assombrosamente nua, torna seu blogue um espelho que reflete o lado negro e os becos e vielas de uma vida que não gostamos de ver nem de assumir que existe. Lá estão publicados mais de 100 contos, escritos entre 2007 e 2009, e cada um possui em suas linhas uma infinidade de personalidades e situações que nos deixam com a incômoda sensação de pertencermos àquilo tudo.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Segundo a escritora Jana Lauxen, responsável pelo prefácio desta delirante edição, enquanto lia os originais da obra, mais de uma vez se pegou embrulhada, enjoada, desconfortável:</p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'">- Diversas vezes precisei parar para retomar meu fôlego, e me certificar de que o mundo lá fora não havia se transformado em uma perseguição convulsiva e furiosa, onde homens se confundem com bestas feras e sentimentos se viram ao avesso para comprovar o que todos nós sabemos, mesmo sem gostar: existe um bicho faminto e intolerante dentro de cada um de nós. Um animal irracional e violento, bruto, impetuoso, preocupado exclusivamente com sua sobrevivência, desprovido de tudo aquilo que acreditamos nos tornar humanos. A história de Alencar e Jorge é, também, a história de todos os homens que deixaram para trás sua civilidade e sua compaixão, e mesmo assim continuam infiltrados no coração de uma sociedade aparentemente organizada, instituída e solidária – a sociedade onde eu e você vivemos, e onde nos sentimos muito, muito seguros.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Apesar das sensações e sentimentos pouco ortodoxos que Afobório desperta em seus leitores, tratamos aqui de literatura de primeira linha. Raros são os autores atuais que se dispuseram a retratar aquilo que poucos de nós gostam de assumir.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">E Afobório não somente faz isso, como faz muito bem feito.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em>Livre Para Ser Preso</em>, tais como os contos que frequentemente disponibiliza em seu blogue, possui o refino ideal para retratar histórias de horror e violência sem apelar para efeitos literários especiais ou ganchos ordinários: ele não choca o leitor com brutalidades óbvias e apelações previsíveis.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Afobório é o sujeito certo, na hora certa, escrevendo exatamente o que deve e sabe escrever.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">E para os amantes de literatura policial, de suspense e de horror, só resta levantar as mãos para o céu e agradecer a Deus pela existência de um autor tão bom naquilo que nos faz tão mal.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Agradecer a Deus, ou ao Diabo, é claro.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">Sobre o autor:</p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/gabi.gif" title="gabi.gif"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/gabi.thumbnail.gif" alt="gabi.gif" /></a></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Gabriel Nepomuceno Vieira</strong>, 31 anos, é formado em Letras pela Unisinos, ministra oficinas de redação criativa, escreve para publicações alternativas, gosta de livros, discos, filmes e mulheres altas. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Contato: </font><a href="mailto:gnepomucenovieira@gmail.com"><font face="Times New Roman">gnepomucenovieira@gmail.com</font></a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Haikai Jornalístico e outros.</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/cleiton.jpg" title="cleiton.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/cleiton.thumbnail.jpg" alt="cleiton.jpg" /></a>II
Volto pra casa.
A chave gira.
A vida passa.
 
III
O gato esguio
Escala, sonolento,
A noite alvinegra.
 
IV
A mídia de massa
Amassa
A massa cinzenta.

Por <strong>Cleiton Soares Zanini</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Por Cleiton Soares Zanini.<br />
 <br />
Pode o jornalista<br />
Ser poético<br />
E não ser realista?<br />
 <br />
I<br />
 <br />
Nos jardins da tua mente<br />
Nadam felizes<br />
Os peixes multicores.<br />
 <br />
II<br />
 <br />
Volto pra casa.<br />
A chave gira.<br />
A vida passa.<br />
 <br />
III<br />
 <br />
O gato esguio<br />
Escala, sonolento,<br />
A noite alvinegra.<br />
 <br />
IV<br />
 <br />
A mídia de massa<br />
Amassa<br />
A massa cinzenta.<br />
 <br />
V<br />
 <br />
O brilho prata<br />
De seu sapato negro<br />
Ilumina suas pegadas.<br />
 <br />
VI<br />
 <br />
Vê-se vida<br />
Nas vestes<br />
Da viúva.</p>
<p align="left"><strong>Sobre o autor:</strong></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/cleiton.jpg" title="cleiton.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/cleiton.thumbnail.jpg" alt="cleiton.jpg" /></a></p>
<p>Cleiton Soares Zanini [subs. masc.]: 1. Aquele que, nascido no dia 8 de setembro de 1981, nasce e morre todos os dias. 2. Indivíduo que ama (muito), come (muito), bebe (mais ou menos) dorme (pouco), estuda (bastante), trepa (nunca); entre outras coisinhas mais. 3. Fumante compulsivo, assumido e relutante em abandonar o vício, faz uso massivo do tabaco e da nicotina para suspirar as mágoas contidas em seu peito. 4. Pessoa dividida entre o mundo das ciências exatas e o das ciências (das artes) humanas. 5. Ser apaixonado pela (boa) música, pelos amigos, pelo cinema e pela literatura. 6. Personagem em eterna desconstrução. Sinônimos: Internet, Computação, Criatividade, Rock, Livros, Quadrinhos, cigarros, Marlboro Vermelho, afetividade, anti-censura, coração.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Beto Canales e tudo o que não vivemos.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/beto-canales-e-tudo-o-que-nao-vivemos/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:32:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cr&iacute;tica]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.jpg" title="beto-canales-entrevista-2.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.thumbnail.jpg" alt="beto-canales-entrevista-2.jpg" /></a>A vida que não vivi, livro de estréia do escritor gaúcho Beto Canales, é sobre vidas - vividas e não vividas. 
Vidas assumidas e vidas escondidas, vidas boas e vidas ruins, vidas santas e vidas profanas, vidas limpas e vidas sujas.
São 18 contos que retratam com minúcia e certo despudor a existência de vidas paralelas à nossa; vidas tão cruelmente verdadeiras que te obrigam a suspirar e retomar o fôlego ante cada história que se inicia.
Tem vidas pra caramba no livro.
E boas sacadas, daquelas que a gente sublinha com a caneta para poder reler mais tarde: “os segundos parecem vagões pesados e inertes”, “os meninos, cabisbaixos, tinham elefantes nas pálpebras”.
E por aí só vai.

Por <strong>Jana Lauxen</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Por Jana Lauxen. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Cada escolha que fazemos implica a renúncia de outras centenas de opções. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Cada vez que decidimos dar um passo, seja para frente, para o lado ou para trás, abrimos mão de descobrir o que teria acontecido, caso nossa escolha houvesse sido outra.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Deixamos de viver muitas vidas porque só conseguimos viver uma de cada vez. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E enquanto uma vida vai sendo vivida, outras vão sendo esquecidas, não vividas, não sabidas.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Outras vidas vão sendo deixadas para trás, sem que tenhamos a chance de recuperá-las um dia. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">É muita vida por minuto.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><em>A vida que não vivi</em>, livro de estréia do escritor gaúcho <a target="_blank" href="http://www.cinemaebobagens.blogspot.com/">Beto Canales</a>, é sobre vidas - vividas e não vividas. </font></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vidas assumidas e vidas escondidas, vidas boas e vidas ruins, vidas santas e vidas profanas, vidas limpas e vidas sujas.</font></p>
<p align="center"><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/capa_livro1.jpg" title="capa_livro1.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/capa_livro1.jpg" alt="capa_livro1.jpg" /></a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">São 18 contos que retratam com minúcia e certo despudor a existência de vidas paralelas à nossa; vidas tão cruelmente verdadeiras que te obrigam a suspirar e retomar o fôlego ante cada história que se inicia.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Beto fala da vida dos pensamentos frios e impassíveis da família de um defunto que parece sorrir no caixão. Da vida entrelaçada de um favelado, um padre e um ateu. Da vida que permeia uma decisão de justiça equivocada, e da vida perversa de um político e seu subordinado com nome cachorro.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Fala também da vida da prostituta que não está a venda; da vida que revira os anseios de um grupo de ribeirinhas, e da vida de um garoto e o reencontro com seu torturador, que estava agora velho ’cego, surdo, casado com uma pessoa deformada pela gordura e com um filho ladrão’.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Tem vidas pra caramba no livro.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E boas sacadas, daquelas que a gente sublinha com a caneta para poder reler mais tarde: “os segundos parecem vagões pesados e inertes”, “os meninos, cabisbaixos, tinham elefantes nas pálpebras”.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E por aí só vai.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Beto alcançou a medida exata da narrativa que prende e envolve, sem truques nem ganchos ordinários, e seus personagens são tão autênticos, e acabam se aproximando tanto do leitor que, lá pelas tantas, começa até a incomodar.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Segundo o próprio autor, seu controle sobre a vida de seus personagens é relativa: </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">- Eles aparecem do nada e sentam ao meu lado.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">O que explica a legitimidade de suas múltiplas personalidades, semelhantes a de pessoas que conhecemos, convivemos, quiçá pessoas que vivem dentro de nós.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vidas que Beto não viveu, e que eu também não vivi, assim como você, e o João e a Maria. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vidas não vividas - pelo menos não publicamente.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E este é apenas mais um motivo sobre porque eu acho que você deve ler o livro do Beto Canales.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 27pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Para descobrir o que poderia ter acontecido, se daquela vez você houvesse tomado outra decisão.</font></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.jpg" title="beto-canales-entrevista-2.jpg"></a></p>
<p>Sobre a autora:</p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/jana-lauxen-divulgacao.jpg" title="jana-lauxen-divulgacao.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/jana-lauxen-divulgacao.thumbnail.jpg" alt="jana-lauxen-divulgacao.jpg" /></a></p>
<p><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'"><strong>Jana Lauxen</strong></span><span style="font-family: 'Times New Roman','serif'"> é escritora, autora do livro <em>Uma Carta por Benjamin</em> (<a target="_blank" href="http://www.editoramultifoco.com.br/"><strong><font color="#000066">Ed. Multifoco</font></strong></a>, 2009, 136 páginas, R$28). Colunista da revista independente <a target="_blank" href="http://cafeespacial.wordpress.com/"><strong><font color="#000066">Café Espacial</font></strong></a>, de São Paulo, e do <a target="_blank" href="http://www.jornalvaia.com.br/"><strong><font color="#000066">Jornal Vaia</font></strong></a>, de Porto Alegre. Publica seus textos em diferentes sites, especialmente em <a target="_blank" href="http://janalauxen.blogspot.com/"><strong><font color="#000066">seu blogue</font></strong></a>, onde manda, desmanda e manda outra vez. É editora da revista virtual 3:AM Magazine Brasil - versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine - e também uma das idealizadoras do projeto E-Blogue.com (<em>in memorian</em>). Organiza, ao lado do escritor Frodo Oliveira, a coletânea de contos policiais <a target="_blank" href="http://assassinos-sa.blogspot.com/"><strong><font color="#000066">Assassinos S/A</font></strong></a> (Ed. Multifoco), que já está em seu segundo volume. </span></p>
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		<title>Cogito ergo sum?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Flash Fiction]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/natty.jpg" title="natty.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/natty.thumbnail.jpg" alt="natty.jpg" /></a>Gostaria de sinceridade e de um amor pra me distrair, só. Não tinha nenhum dos dois. Talvez esperasse demais.
Na verdade sempre exagerei, sempre gostei da palavra DEMAIS.
Falava demais, sonhava demais, mentia demais, sentia de menos, vivia do nada.

Por <strong>Natalye Alves<strong>.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center" style="text-align: justify"><font face="Times New Roman">Por Natalye Alves. </font></p>
<p><font face="Times New Roman">Os acordes vazios do violão não enchem a minha cabeça. </font><font face="Times New Roman">Estou voando.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Costumava pensar no que eu esperava dos outros, já que sabia o que eles esperavam de mim. E fazia tudo o que desejavam, sem questionar, fazia mecanicamente.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Gostaria de sinceridade e de um amor pra me distrair, só. Não tinha nenhum dos dois. Talvez esperasse demais.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Na verdade sempre exagerei, sempre gostei da palavra DEMAIS.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Falava demais, sonhava demais, mentia demais, sentia de menos, vivia do nada.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Meu quarto era o que me separava do resto.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Todos sempre tão inúteis. E assim eu seguia.</font></p>
<p align="center" style="text-align: justify"><font face="Times New Roman">Agora me entendo, sou vazio, sem nada pra receber e muito a dar. Tornei-me SER. Mecânico, vazio, automático. Acima de tudo SER PENSANTE, não Ser existente.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"><strong>Sobre a autora: </strong></font><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/natty.jpg" title="natty.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/natty.thumbnail.jpg" alt="natty.jpg" /></a></p>
<p><strong>Natalye Alves. </strong>De 1991, apaixonada pelas palavras. Viciada em livros. Pretende se formar em Economia e continuar escrevendo. Escreve por diversão e pra exorcizar o que há dentro de si. Põe no papel o tem de melhor e pior. Sonhadora, especialista em imaginar.</p>
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		<title>Poeta.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/poeta/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/marcos.jpg" title="marcos.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/marcos.thumbnail.jpg" alt="marcos.jpg" /></a>Poesia
Que rima
Com vida
Que enche
Meus olhos de alegria
Ao ler um poema de Drummond
Sobre uma pedra no meio do caminho.

Por <strong>Marcos Seiter<strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Por Marcos Seiter.</p>
<p align="center">Poeta<br />
Poeta<br />
Poeta<br />
Poeta<br />
Poeta<br />
Poesia<br />
Poesia<br />
Que rima<br />
Com vida<br />
Que enche<br />
Meus olhos de alegria<br />
Ao ler um poema de Drummond<br />
Sobre uma pedra no meio do caminho</p>
<p align="center">Lembrarei do dia cinco de outubro de 2009<br />
Como a pedra de Itabira<br />
Quando rabisquei folhas<br />
Em busca da poesia</p>
<p align="center">Poeta<br />
Poeta<br />
Poeta<br />
Sem ponto e sem vírgula</p>
<p align="left"><strong>Sobre o autor:</strong></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/marcos.jpg" title="marcos.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/marcos.thumbnail.jpg" alt="marcos.jpg" /></a></p>
<p><a target="_blank" href="http://www.marcosseiter.wordpress.com/"><strong>Marcos Seiter</strong></a> nasceu em Três Passos (RS) e desde os cinco anos mora em Porto Alegre, a qual soube namorar, sonhar e andar com suas pernas gordinhas. Desde aos 13 anos gostou de poesia. ( Diz ele que escrevia, mas nunca encontrou em algum canto da sua casa uma folha de caderno com os supostos versos em letras emendadinhas.)  Ultimamente fez Oficina de Crônicas ministrada pelo poeta e escritor <a target="_blank" href="http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/">Fabrício Carpinejar</a>.    </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma Busca pelos Sentidos.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fiction]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/sidney.jpg" title="sidney.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/sidney.thumbnail.jpg" alt="sidney.jpg" /></a>Conheci algumas poucas pessoas felizes em minha vida. Busco outras. Tento ainda tornar outras tantas felizes. Isso me faz feliz. Esse é meu Deus: tentar mostrar às pessoas que existem muito mais sentidos do que apenas os cinco mais conhecidos. 

Por <strong>Sidnei Stadnik</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Por Sidnei Stadnik. </p>
<p>O escuro da noite já não assusta. Nem o medo mais importa. O que importa está na mente. E a mente é indomável.<br />
Sentimentos formam as palavras, mas eles são muito mais do que isso. Sentimentos são dispersos, únicos, e as palavras são finitas perante eles. O que é infinito? As possibilidades são. As possibilidades nos animam, e ironicamente nos afligem também. O que vou ser quando crescer? O que farei amanhã? Encontrarei o que busco? De todos os mundos, existe um somente para as possibilidades&#8230;<br />
Mas existe também o das esperanças. Mas elas são substantivos abstratos, o que realmente existe são as ações. As esperanças motivam ações, e isso é tudo sobre elas. Realismo? Sim e não. O que é real pra uns não é para outros, aí é que as pessoas se desentendem.<br />
Filosofias e religiões têm seu papel para alcançarmos a compreensão (ou a caricatura dela, ao menos&#8230;). E Deus, onde entra? Ele não entra. Ele já está. Sempre esteve, sempre estará. Mas não aquele Deus configurado como programas operacionais, com as restrições que seus programadores (ou igrejas) adotam para que seu uso seja bem limitado, ou ainda com centenas de vírus que sempre nos atormentam a cada acesso a Ele. Falo desse Deus que é inominado e pode ser descrito, talvez, como a força que cada um possui de seguir o melhor caminho para si, e conseqüentemente para seus semelhantes. Falo daquele Deus que é totalmente egoísta, onde o auge de Seu egoísmo é amar as pessoas infinitamente mais do que qualquer pessoa possa amar à outra na terra. Esse Deus sempre aparecerá a quem está preparado a não só aceitá-lo, mas unir-se a Ele, não como seu consolo, mas como seu semelhante. A pessoa que consegue isso, chamo-a de feliz.<br />
Conheci algumas poucas pessoas felizes em minha vida. Busco outras. Tento ainda tornar outras tantas felizes. Isso me faz feliz. Esse é meu Deus: tentar mostrar às pessoas que existem muito mais sentidos do que apenas os cinco mais conhecidos. Tudo busca ter um sentido, e alguns chamam a isso de luta pela sobrevivência, outros, de a sobrevivência dos mais fortes. Porém, a maioria deles não conheceu sequer o sentido da vida ainda, o qual é o mais importante de todos para nós.<br />
Então eu pergunto, você pergunta, todos perguntam: qual é o sentido da vida? Se uma pessoa tentar responder isso para outra, soará como uma carroça a puxar os cavalos. Ou como as notas tocarem as teclas do piano para que os dedos do músico se movam! Isso é como encaixar duas ou mais engrenagens de tamanhos desproporcionais e querer que o relógio funcione igualmente, o que é pior, já que num relógio menor o ponteiro rodará menos do que se estivesse num maior, para que a hora esteja certa. Isso sem falar dos fusos horários.<br />
Como tentativa de resposta a essa pergunta, cito um trecho da música de Bob Dylan: “The answer, my friend, is blowin’ in the wind”.<br />
De resto, que tentemos amar a vida como a nós mesmos, e vejamos o resultado.</p>
<p>Sobre o autor:</p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/sidney.jpg" title="sidney.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/sidney.thumbnail.jpg" alt="sidney.jpg" /></a></p>
<p>Sidnei Stadnik é acadêmico medíocre de dois cursos. Bacharel em imaginação e criatividade. 26 anos repletos de memórias calculistas e sentimentais ao mesmo tempo, unidas à experiência um tanto abastada de uma vida desregrada. Ainda, memória de milhares de páginas viradas (algumas abarrotadas) dos centenas de livros visitados pelos seus desconfiados olhos de pisciano, misturados com as reflexões acerca da vida e do mundo que o perseguem até hoje.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>BEM ZINA.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/bem-zina/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beto Canales</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto_joi.jpg" title="foto_joi.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto_joi.thumbnail.jpg" alt="foto_joi.jpg" /></a>E não me venha com essa merda
se me passei e falei demais
passen see ya seesse passow
passada esta está
amanhã tem mais
de novo tudo errado
todo dia toda hora
que nada mais me traz
além de todo leite derramado
que não volta pra onde veio nem a pau.

Por <strong>Joice Giacomoni</strong.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Por Joice Giacomoni.</p>
<p align="center">Cure me, mime me<br />
quero tudo agora, meu bem<br />
zina, éter, neosaldina<br />
esqueci minha calcinha<br />
além do teu nome<br />
lá perto do cobertor.<br />
Traga sua alma à noitinha<br />
mas venha sozinha<br />
sem nenhum amor<br />
com a boca aberta<br />
pronta pro que for.</p>
<p align="center">A porta de trás tá certa<br />
mantenha-se esperta<br />
ligue o pisca alerta<br />
só não lembro onde se aperta.</p>
<p align="center">E não me venha com essa merda<br />
se me passei e falei demais<br />
passen see ya seesse passow<br />
passada esta está<br />
amanhã tem mais<br />
de novo tudo errado<br />
todo dia toda hora<br />
que nada mais me traz<br />
além de todo leite derramado<br />
que não volta pra onde veio nem a pau.</p>
<p align="center">Preciso de alívio imediato<br />
muito açúcar ou muito sal<br />
tudo me incomoda e me inferniza<br />
tragam logo meu bem zina!</p>
<p align="left"><strong>Sobre a autora:</strong> </p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto_joi.jpg" title="foto_joi.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto_joi.thumbnail.jpg" alt="foto_joi.jpg" /></a></p>
<p>Uma loira orbitante que às vezes encosta os pés na terra, mas não por muito tempo. Sempre com a cabeça na lua, pode ser vista lá pelos lados de saturno ou marte nos dias nublados. Nos de sol, foge pra seu abrigo antinuclear.<br />
Joice é artista plástica e publicitária de formação. Arte digital, coisa e tal. Ilustrações de poesia como terapia, legal, vão pro livro.<br />
Já faz uns cinco anos que tem se dedicado a escrever poemas e contos. Diz ela que essa atividade agora é vital, pelo contrário não dorme. Ou se dorme tem pesadelos.<br />
Sem escolha, cria, pinta e borda todo santo dia, como religião. Sua temática varia de sangue, alma e morte a noitadas de sinuca ou bebedeiras, rabiscada em palavras tão simples como um tapa na cara. Essa é a Mizzorbitante: uma Joice escrita e ilustrada que pode ser apreciada sem moderação.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Beto Canales: Eles aparecem do nada e sentam ao meu lado.</title>
		<link>http://www.3ammagazine.com/brasil/beto-canales-eles-aparecem-do-nada-e-sentam-ao-meu-lado/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zan</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.jpg" title="beto-canales-entrevista-2.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.thumbnail.jpg" alt="beto-canales-entrevista-2.jpg" /></a>Se o autor escrever um bom livro e ficar sentado na frente da TV esperando se tornar um best seller, estará fadado ao fracasso. Os meios de comunicação protegem os seus e dificultam para quem chega de fora. Ou seja, tem que "pelear", correr atrás e não deixar por menos. Fazendo isso e esquecendo os luxos e supérfluos, o autor vive da literatura sim. Ou seja, ele terá uma vida como qualquer operário mal pago que existe por aí.

<strong>Jana Lauxen</strong> conversa com <strong>Beto Canales</strong>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/foto_do_beto.jpg" title="foto_do_beto.jpg"></a><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/capa_livro1.jpg" title="capa_livro1.jpg"></a><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/figura1.jpg" title="figura1.jpg"></a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Beto Canales, definitivamente, é um cara legal. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Daqueles que convidamos para sentar em nossa mesa, e para o churrasco de domingo, a ceia de natal, o acampamento no feriadão. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Para <em>minha</em> sorte, o conheço e posso partilhar de sua amizade. </font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Para <em>nossa</em> sorte, além de ser um cara legal e pai do Tomás, ele resolveu também escrever.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a target="_blank" href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/">Criou um blogue</a> em 2008 e, em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro, lançou seu primeiro livro, o deliciosos <em>A Vida Que Não Vivi</em> (<a target="_blank" href="http://www.editoramultifoco.com.br/">Ed. Multifoco</a>, R$25), reunindo 18 contos que tem desde prostitutas profissionalmente bem resolvidas até escritores assassinos e assassinados, bêbados, poetas, índios, políticos e defuntos alegres.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Desde agosto, eu e Beto trocamos e-mails, eu perguntando, ele respondendo, e abaixo vocês podem conferir, na íntegra, nosso bate-papo virtual sobre literatura, internet, novos autores, dinheiro, vocação, publicidade e sobre como a personagem toma as rédeas da história e deixa o escritor a ver navios.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman"><strong>3:AM: Como é ser o Beto Canales?</strong></font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> É bom. Provavelmente esta tenha sido a pergunta mais difícil que respondi até hoje. Faz 24 horas que penso a respeito e resumo tudo nestas duas palavras. Talvez tenha sido decepcionante - para mim, é claro - mas define com clareza o que sinto.</font></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.jpg" title="beto-canales-entrevista-2.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista-2.jpg" alt="beto-canales-entrevista-2.jpg" /></a></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: A literatura é sua amiga ou inimiga?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Tem como ser inimiga?</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Eu acredito que, além de amiga, é como uma grande professora. Uma mestra sábia e generosa, com muito a ofertar e pouco a exigir.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: E como você e a literatura se conheceram? Como, onde e porque tudo começou?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Meu primeiro contato foi bem marcado, há algumas décadas atrás, no colégio. Era - como quase todos naquela época - um tanto rebelde. Não tinha cadernos e, se tinha, não os usava. Os livros sequer eram abertos, e como conseqüência as notas eram tenebrosas. Com uma exceção: redação. Sempre recebia elogios e nota máxima. Mas o tempo passou e comecei a trabalhar, desta forma inexeqüível que o capitalismo exige, deixando todo o resto em segundo plano. Um verdadeiro absurdo, apesar de nunca ter me afastado completamente da criação literária.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Porém, alguns anos atrás, uma amiga, sabendo do meu gosto pela escrita, enviou-me as regras de um concurso literário de nível internacional. Participei e venci. Foi um impulso e tanto, pois junto com a vitória veio o convite da editora <a target="_blank" href="http://www.literalis.com.br/">Literalis</a>, que organizava o concurso,  para lançar um livro. Por motivos alheios troquei de editora, mas o convite da primeira continua valendo, o que muito me envaidece. Depois ganhei mais alguns concursos, tive textos publicados em vários lugares e fui tomando gosto pela coisa. Hoje sequer me imagino sem escrever.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Você acredita, então, que para quem tem talento o mercado literário brasileiro oferece boas oportunidades? Isto é, só o talento basta?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Para a primeira parte da pergunta a resposta é sim. Para quem tem talento, o mercado oferece excelentes oportunidades. No entanto, somente oportunidade não é o suficiente. Por vezes, muitas chances são desperdiçadas por falta de perseverança, insistência e trabalho. Acredito que com uma mistura de tudo isso é possível conquistar algo legal. Não existe mágica em literatura, como em quase tudo, para o sucesso. Existe um ditado que diz &#8220;cada vez que a inspiração bate lá em casa ela me pega trabalhando&#8221;. Acho que isso define bem o &#8220;espírito da coisa&#8221;. E, além disso, mais um detalhe que considero fundamental: sorte. Nem que seja um pouquinho, ela é essencial.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Sabemos que, graças a Internet, novos autores têm encontrado novas portas para, finalmente, terem seus textos publicados - seja pelo meio impresso ou virtual. Esta abertura possibilita o advento que bons escritores, em compensação, os misturam a uma gama enorme de pessoas que, porque criou um blogue e postou meia dúzia de textos, já se auto-intitula escritor. Minha pergunta é: a internet é aliada ou termina por desviar a atenção do que realmente vale a pena?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Questão polêmica. É evidente que a internet ajuda - e muito - novos autores, principalmente através de portais literários, que permitem, além de serem lidos, que sejam avaliados. Na divulgação também é uma ferramenta e tanto. Para estar em uma prateleira das grandes livrarias (Cultura, Saraiva, etc), as editoras pagam uma boa grana. Ou seja, para as pequenas editoras, que normalmente são quem lançam novos autores, isso é inviável. Então, a venda pela rede também é uma aliada. Entretanto, é impressionante o que surge de texto sem qualidade literária por aí. Textos inclusive com erros gramaticais e ortográficos grotescos. Porém, não considero isso determinante, já que ocorre também com trabalhos impressos. Inclusive livros sem qualidade aparecem seguidamente. Isso sem falar nos artigos de jornais, alguns quase incompreensíveis. Portanto, o ruim está em toda parte. A internet soma, agrega, ajuda. Basta que se faça uma boa triagem. Como em tudo mais.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: E dá para viver só de literatura no Brasil?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Muitas pessoas neste país vivem com menos de U$ 2,00 por dia. Se seguirmos este dado, a resposta é sim. O detalhe é que, com esse valor, o sujeito não tem condições de escrever, portanto, inviabiliza a afirmação. Digo isso para salientar que depende das aspirações e necessidades de cada um. Se o autor escrever um bom livro e ficar sentado na frente da TV esperando se tornar um <em>best seller</em>, estará fadado ao fracasso. Os meios de comunicação protegem os seus e dificultam para quem chega de fora. Ou seja, tem que &#8220;pelear&#8221;, correr atrás e não deixar por menos. Fazendo isso e esquecendo os luxos e supérfluos, o autor vive da literatura sim. Ou seja, ele terá uma vida como qualquer operário mal pago que existe por aí. Estou falando, claro, do novo autor.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: E tua estréia na literatura, com o livro <em>A Vida que Não Vivi</em> (Ed. Multifoco, 2009), como está sendo?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Olha, está sendo ótimo. Lançar um livro em plena Bienal do Rio é uma maluquice. Ainda mais que é o meu primeiro. Tenho recebido apoio e cumprimentos de pessoas de toda parte. Leitores que não conheço, mas que me deixam extremamente satisfeito, têm entrado em contato somente para dizer &#8220;parabéns&#8221;. Isso é imensamente gratificante.</font></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/capa_livro1.jpg" title="capa_livro1.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/capa_livro1.jpg" alt="capa_livro1.jpg" /></a></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Você mantém o blogue <a target="_blank" href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/">Cinema e Bobagens</a> e é um dos editores do portal <a target="_blank" href="http://www.esquinadoescritor.com.br/beco_do_crime/">Esquina do Escritor</a>. De que maneira a internet atua na tua vida de escritor?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> De uma forma muito legal e saudável. A internet ajuda a construir uma carreira. O fato de eu ajudar em sites como o <em>3:AM</em> e a <em>Esquina do Escritor</em> também trazem muito conhecimento, a começar pela quantidade de textos que recebo e avalio. Essa troca é muito válida. Resenhas de cinema trazem um leitor diferente. Ou seja, através da rede, meu trabalho é visto por quem não seria diretamente leitor de um livro de contos. É uma contribuição enorme que o <em>Cinema e Bobagens</em> proporciona.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Além disso, a web também ajuda na distribuição. <em>A vida que não vivi</em>, por exemplo, <a target="_blank" href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/2009/09/porque-e-como-comprar.html">está à venda pela rede com pagamento 100% seguro, e a pessoa ainda recebe em casa</a>. Caso queira, com dedicatória.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Já há quem diga que a literatura, assim como a música, está se desligando cada vez mais de formatos pré-determinados, como o CD, o Vinil e o próprio MP3, para se tornar mais ‘livre’.<span>  </span>Em contrapartida, isso impediria a remuneração adequada ao autor, que já é baixa e passaria a ser inexistente. </font></strong><strong><font face="Times New Roman">Qual sua opinião sobre isso?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Evidente que o mundo virtual tem trazido mudanças significativas. Mas acho um erro comparar música, por exemplo, com literatura. Explico: alguém que baixa uma música pela internet e a reproduz em um aparelho de som, terá o mesmo resultado de alguém que foi na loja e comprou um CD. Porém, quem baixa um livro não terá o mesmo resultado do que se tivesse comprado um. Essa diferença é fundamental. A leitura em frente a um computador é ruim, desconfortável e pouco produtiva. Se o sujeito imprimir o que baixou, gastará mais que o valor do livro.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Independente dessa diferença, é claro que a questão do direito autoral terá que mudar. Na verdade, mesmo no formato atual, é uma proposta errada e esquálida, onde ganha a editora, o distribuidor, a livraria (principalmente), e somente depois, bem depois, o autor. Existem coisas absurdas, como o percentual que algumas livrarias cobram, que chegam a 50%. Esta montanha de distorções é que remuneram de forma deficiente o autor. Com o avanço da internet, esta estrutura toda errada de agora terá de se adequar. Mas, fiquem certos, quando as grandes corporações começarem a perder dinheiro, rapidinho aparecerá uma saída. E o autor continuará lá na ponta de baixo, mas faturando algum, até porque sustenta toda a cadeia.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Realmente, é fato que o trabalho do escritor ainda não é valorizado, financeiramente falando, como deveria. O que acaba obrigando muitos autores a dividirem seu tempo entre a literatura e outras profissões, que &#8220;pagam seu aluguel&#8221;. Logo, a literatura no Brasil é mais vocação que profissão. Concorda com isso?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Infelizmente concordo. E, pior ainda, isso não vale somente para a literatura, mas para todas as artes. Músicos, escultores, atores, enfim, a grande maioria dos trabalhadores da arte são obrigados a ter outra função. Quem perde com isso? Todos nós. Além, é claro, da própria arte.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Mas mudando de assunto, como é sua rotina para escrever? Isto é, existe um ritual, alguma cerimônia?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Nada de diferente. Sento, escolho um tema, e escrevo.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Se precisasse listar os grandes autores da tua vida, quem seriam eles e porque?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Pois sabe que sou meio esquisito quanto a isso. Acho que meus grandes autores são cíclicos. Depende da fase que eu esteja passando. Acredito que mudanças são fundamentais, e escolhas também. Não sou muito saudosista em literatura, e acredito que autores atuais não deixam a desejar. Então, a resposta seria, neste momento, os escritores contemporâneos, e a razão é que narram o meu tempo.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Destes autores nacionais, algum em particular vem chamando sua atenção?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Vários. Tem um pessoal novo que vem chegando com força. Que, mesmo sem a mídia, têm conseguido invadir o mercado de maneira bem saudável. Prefiro não citar nomes, até para não falar da própria entrevistadora.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Oh, obrigada. Mas continuando: os personagens do seu livro, <em>A Vida que Não Vivi</em>, possuem um caráter bastante duvidoso; são vingativos, irônicos, alguns até pornográficos. E quem te conhece, sabe que você é o oposto de todos estes adjetivos acima citados. </font></strong><strong><font face="Times New Roman">A literatura permite ao autor ser o que não é, sentir o que não sente, viver o que, de fato, não vive? </font></strong><strong><font face="Times New Roman">Como é a criação de personagens tão diferente de você?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Para qualquer escrita eu parto da ficção. Não escrevo, em meus contos, sobre o que vivo ou vivi, nem sobre pessoas que conheço. O caráter de meus personagens é, infelizmente, um espelho do que vemos por aí, de uma forma geral. Mostram o que existe, em todas as classes e meios, de ruim, de perverso. Retratam, enfim, o que todos nós, de uma maneira ampla, somos.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Quanto ao surgimento desses personagens, eu não sei bem explicar. Parece que já estavam formados e, quando resolvo escrever, eles aparecem do nada e sentam ao meu lado. É instigante, como se houvesse uma cumplicidade. É muito bom.</font></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista.jpg" title="beto-canales-entrevista.jpg"><img src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales-entrevista.jpg" alt="beto-canales-entrevista.jpg" /></a></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Então já aconteceu de você sentar para escrever imaginando uma coisa, e a narrativa e o personagem se rebelarem, ganharem vida, e o texto terminar de uma maneira completamente diferente, tal e qual acontece no conto <em>O Surto</em>? Você, tal e qual seu personagem, já perdeu o controle do desfecho de alguma história?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Isso já aconteceu várias vezes. O texto sair igual ao que imaginei, creio que nunca ocorreu. As histórias e os personagens verdadeiramente criam vida própria e conduzem para o desfecho. Algumas acabam, inclusive, com um final que não gosto, não concordo. Mas acredito que isso seja algo bom. Qualifico de uma forma diferente os contos onde isso acontece, pois, normalmente, gosto do resultado.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"><strong>3:AM: Agora a pergunta que não quer calar: como, onde e porque comprar <em>A Vida que Não Vivi</em>.</strong></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Seguramente sou o pior vendedor do mundo. Não sei mesmo - nem com muito esforço - vender e, principalmente, &#8220;me vender&#8221;.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Como e onde comprar é fácil. <a href="http://cinemaebobagens.blogspot.com/2009/09/porque-e-como-comprar.html">Podem adquirir pelo blog através do PagSeguro do Uol,<span>  </span>através de cartão, boleto ou transferência</a>.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Agora a razão para comprar&#8230; Bem, tenho recebido inúmeras críticas positivas, e talvez vocês gostem de conhecer as vidas que estão ali, os personagens instigantes, as histórias que poderiam acontecer com qualquer um de nós, em qualquer lugar. Enfim.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: De minha parte, posso dizer que as vidas que estão no livro, vividas ou não vividas, são fantásticas, e merecem sim a atenção do leitor mais atento. Mas continuando: existem especulações que, uma das maneiras de agregar valor e aumentar a rentabilidade dos livros seria a inserção de publicidade nas edições, ou de histórias pagas por anunciantes onde o personagem, por exemplo, utilizaria um produto de determinada marca, o citando no decorrer da história. O que pensa sobre isso? Acredita que a publicidade pode se tornar amiga da literatura?</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> São duas coisas bem distintas e, a rigor, uma delas já está em prática. Histórias compradas é prática comum, mesmo que indiretamente. Alguns autores escrevem aquilo que as editoras querem, e não o que eles querem. Isso não é raro e considero abominável. Existe muita gente boa por aí que se &#8220;prostitui&#8221; em troca de um bom contrato ou de uma mídia bem dirigida. Eu não faria isso em nenhuma hipótese. Não escrevo o que querem que eu escreva. Ainda trato a literatura como arte, e não a mercantilizo a tal ponto.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Quanto a um personagem usar algum produto, é uma idéia nova, pouco explorada. Creio que pode ser uma saída &#8220;honrosa&#8221; para aumentar o faturamento dos livros. Claro que com algumas premissas básicas, como não alterar o rumo, não influenciar no desfecho, não banalizar o artístico. Se me perguntassem agora se eu faria, responderia prontamente que não; porém, se me informassem que aumentaria o número de leitores, baixando consideravelmente o preço de capa do livro, por exemplo, diria que sim. Mas com constrangimentos.</font></p>
<p><strong><font face="Times New Roman">3:AM: Para encerrar, Beto, diga-nos: quais teus planos daqui pra frente? Já tem outro livro na manga, projetos, publicações? Conte-nos tudo.</font></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Beto:</strong> Pois é. O futuro a nós pertence. Tenho um romance já engatilhado, além de um livro de crônicas, já com editora interessada. Além disso, o projeto de uma coletânea, também de crônicas, que está por sair, além de uma livraria virtual, que será única no mercado. Enfim, literatura, literatura e, claro, literatura.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Sobre a autora:</strong></font></p>
<p><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/jana-lauxen-divulgacao.jpg" title="jana-lauxen-divulgacao.jpg"><img align="right" src="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/jana-lauxen-divulgacao.thumbnail.jpg" alt="jana-lauxen-divulgacao.jpg" /></a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><span style="font-size: 14pt"><a target="_blank" href="http://janalauxen.blogspot.com/">Jana Lauxen</a></span> é escritora, autora do livro <em>Uma Carta por Benjamin</em> (Ed. Multifoco, 2009). Colunista da revista <a target="_blank" href="http://cafeespacial.wordpress.com/">Café Espacial</a>, do <a target="_blank" href="http://www.jornalvaia.com.br/">Jornal Vaia</a> e da revista <a target="_blank" href="http://revistazena.com.br/">Zena</a>, publica seus textos em diferentes sites – especialmente seu blogue, onde manda e desmanda indiscriminadamente. É editora da versão brasileira da revista eletrônica inglesa <em>3:AM Magazine</em>, e também uma das idealizadoras do projeto <em>E-Blogue.com</em> (<em>in memorian</em>). Participou de mais de 10 coletâneas, sendo a mais recente <em>Galeria do Sobrenatural</em>, da <a target="_blank" href="http://www.terracotaeditora.com.br/">Terracota Editora</a>. </font><a href="http://www.3ammagazine.com/brasil/wp-content/uploads/beto-canales1.jpg" title="beto-canales1.jpg"></a></p>
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