horas
minguavam
poço
eu-alvoroço
sufoco
tinta a escorrer
dos olhos
das penas
d’alma
calada percorria-eu
caminhos feitos -a tinta
num outrora
sem hora
era dor
Por Maria Lucia Carone.
horas
minguavam
poço
eu-alvoroço
sufoco
tinta a escorrer
dos olhos
das penas
d’alma
calada percorria-eu
caminhos feitos -a tinta
num outrora
sem hora
era dor
Por Maria Lucia Carone.
E tem mais:
Eu preciso do novo.
Preciso de uma nova versão minha,
porque eu também me
canso tanto de mim.
Não quero economizar
nenhuma das minhas
personalidades.
Todas juntas são quase eu.
Todas separadas, quase nada.
Por Sintia Lira.
Quando levo meus pensamentos
para um banho de sol,
eu espero que eles sequem.
Mas se pego chuva no caminho
alguns deles florescem.
Muitos deles saltam,
correm para o mar,
outros ficam pelas marquises
e se equilibram, com as pernas tremendo,
como se não tivessem asas.
Por Robson Ribeiro.
Trago em mim o gosto amargo do seu corpo,
o mesmo que um dia foi mais meu do que seu.
É incrível como você fez minha cabeça
e despedaçou meu coração, é incrível.
Incrível e tão cruel.
Só você não vê
que mais uma vez abdico de mim.
Por Camila Barbosa.
Deitado em meu quarto escuro, vago sozinho. Não suporto a vida.
Neste apego que embarco, encontro as pontes quebradas, acesso interrompido aos lagos transparente, de águas puras, meu inconsciente é sombrio, minha consciência torpe.
Minha essência é o lodo.
Por Syl Signoretti.
Ele morria de uma morte rápida e convincente.
Ela morta e não sabia.
A casa decadente – sobre os móveis, a poeira do universo de amar espalhada em fragmentos microscópicos.
Por Felipe Lima.
tens muitas mulheres
em todas há de tudo o quê desejas
eu comigo, só possuo amor
e desse, descobri que não precisas…
houve o tempo assim
que te queria
há o tempo agora
de não te querer…
em tempo foi.
Por Maria Lucia Carone.
São seis horas. Ave Maria cheia de graça, o Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, onde estás?
Onde estás?
Onde estás?
Do mantra só resta à incerteza do viver amanhã.
Por Syl Signoretti.
cachaça
ou feijoada.
liberdade de ser
[eu].
em todas as
hipóteses pensadas.
Por Rafael Simeão.
Um gigante movendo-se no espaço de lá pra cá, a platéia hipnotizada o seguia com acordes flutuantes de: ah, ah, ah… O eco do som explodindo na noite embalada pela música do Seu Jorge:
“É isso ai! Há quem acredita em milagres
Há quem cometa maldade
Há quem não saiba dizer a verdade“…
Tempo de uma emoção!
Malabaristas de plantões na jornada da vida.
Por Syl Signoretti.