Japanamérica
Roland Kelts, Japanamérica (Palgrave Macmillan, 2006)
Roland Kelts tem marcado em Japanamérica, nove fascinantes ensaios em como a Cultura Pop Japonesa tem invadido os Estados Unidos. Para Kelts, “Japão parecia estar muito distante uma vez que de volta aos Estados Unidos“. Kelts, que é filho de Japonesa, nota um deslocamento, e começa a ver “muitas cópias de My Neighbot Totoro e outros filmes de Miyazaki nas salas de estar de amigos Americanos, e também ver posters do Pokemon nas laterais de ônibus, também posters do Akira nos campus das universidades, e mais Japoneses ou títulos de influência Japonesa de todos os tipos na televisão Americana.
O que América está sofrendo é uma “third wave de Japanophilia”, uma nova e louca paixão achada entre as coisas do Japão. Confirmado no The Matrix dos irmãos Wachowski, e estimulado pelo Lost in Translation de Sofia Coppola, o Spirited Away e Howl’s Moving Castle de Hiyao Miyazaki desfrutou de um tremendo sucesso nas bilheterias, com Hollywood sempre rápido para abraçar o fenômeno: James Cameron está para criar dois filmes baseado no Battle Angel Alita, Samuel L Jackson divulga que Afro Samurai e Astro Boy de Osamu Tezuka estão para virar live-action filmes.
O interesse Americano em anime — o “Kinetic cousin” de manga — só está aumentando: O canal a cabo anime, preimamente exibido em 2002 transmitindo os títulos Japoneses 27/7, o preço das vendas de DVDs que rendeu um balanço de meio milhão. Sem mencionar o lucro demasiado pela entusiástica quantidade de promoções de venda de mercadorias. E, os estilos Japanophilia e anime não são limitados a tv, filmes e HQ mas estende-se à música também — O Gorillaz de Damon Albarn/Jamie Hewlett e Harajuku Girls de Gwen Stefani, sendo os mais óbvios exemplos. Kelts explica, “ Agora o Japão é o intermediário do legal, via vídeos e jogos de computadores, tendência pós-moderna da música Pop, culinária, roupas, a cena fashion mix-n’-match e, especialmente, as tradicionais animações e novelas gráficas.”
Mas por que agora? O crítico de animação Charles Solomon diz a Kelts, “aspectos de anime atrai a juventude Americana, especificamente num tempo quando as instituições do governo não parece os estar representando.” Ele continua: “Eles se sentem fracos. Um dos temas predominantes em muitos dos animes é corrupção industrial, ou corrupção militar-industrial, isto é, penetrando na sociedade e usando pessoas contra sua vontade. A visão de sombrias e poderosas estruturas e obscuros experimentos acontecendo ressoa com pessoas de hoje.
Adicionando a teoria da superflat artista Takashi Murakami de que o Japão seria a primeira pós-apocalíptica sociedade (depois de Hiroshima e Nagasaki), com manga e anime surgindo como expressões de trauma, e os adaptando a um contesto contemporâneo Americano, Kelts ainda aparece com uma assustadora visão: “Ao contrário… do filme Zapruder sobre o assassinato de Kennedy, que se transformou num critério ícon de mistério e tragédia Americana, confuso mas singular em sua talismanica significância, nós não temos uma única nítida imagem do 9/11 […] o bizarro-ângulo da filmagem que vi, feita por cima, daí por baixo, daí correndo pelas ruas, embaralhada perspectiva — a falta de causa e efeito, os inimigos e heróis, a repentina deformação de dois arranha-céus desmoronando… 9/11 não parece com um filme, ou uma fotografia, parece mais com anime.”
Ao contrário do equivocado, obsoleto, mal interpretado de Peter Carey através de Tokyo em Wrong About Japan, o Japanamerica de Roland Kelts é diligente, energético e acima de tudo, muito divertido, especialmente em seu encontro com otaku (obsecados) e fans de hentai (“tentacle porn”). “Nao é um tanto perturbante?” pergunta Kelts sobre “a cena da colegial chorando estuprada pelo demoníaco-tentáculo em No Mercy. “São apenas fotos, e de qualquer jeito, voce ja viu isso antes. Hokusai fez um bloco de madeira com a estampa de uma pérola sendo estuprada por um tentáculo ha mais de duzentos anos atrás. É a mesma coisa. E vocês ainda põem Hokusai em museus de arte.”
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SOBRE A CRÍTICA
Susan Tomaselli mora na Irlanda onde é editora da inimitável Dogmatika.
Publicado primeiramente em 3:AM Magazine: Thursday, June 7th, 2007.


