My Bloody Valentine’s Loveless

Mike McGonigal, My Bloody Valentine’s Loveless, Continuum 33 1/3, 2007

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A série Continuum 33 1/3 continua a passo com outro conhecido álbum colocado sob o microscópio literário. A série é conhecida por seus guias curtos para todos os essenciais e apreciados álbuns de todos os tempos, como - Exile on Main Street, Pet Sounds, OK Computer, The Stones Roses, Forever Changes, There’s a Riot Goin’ On (Astral Weeks, A Kind of Blue, Songs in the Key of Life and What’s Goin’ On deve ser o próximo), como também, algumas escolhas mais suspeitas. Um paraíso de pedantes, para assinantes da Mojo que amam discutir os minimos detalhes. Outra característica definida é a escala de autores, desde os próprios músicos ate os basicos fans. Loveless, do My Bloody Valentine é definitivamente um dos intermediários candidatos para a inclusão na série, mais para um Paul’s Boutique que um Pet Sounds.

Da era shoegazing, qual o autor firmamente o coloca, mas também procura montar um conjunto de argumentos para que seja considerado um álbum clássico, este é, provavelmente, o único candidato que poderia chegar a tal lista. Não há espaço para o Going Blank Again aqui. Como eu ja disse, pedantes que gostam de nada mais que discutir os minimos detalhes. Loveless é significante por numeras razões. Pela lenda apenas de quase ter falido a Creation Records pelo errático perfeccionismo do líder Kevin Sheilds, e entre shoegazers, este é o álbum que tem passado o teste do tempo (você tem ouvido o Baby’s Angry do Revolver recentemente? Achei que não.)

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McGonigal optou pela aproximação pós-moderna: Sendo um terço de experiência pessoal (As datas de 1992 da banda em Pennylvania, “As a kid in South Florida…” etc), um terço de entrevistas por telefone com músicos-chaves, e um terço de pesquisa secundária, muitas, claramente via google. Enquanto ninguém discordaria de sua técnica , o muito óbvio era o mais irritante. A inclusão de comentários de seu editor David Barker, explicando a narrativa próximo ao fim do livro, pode ser boba ou brilhante e você provavelmente chegaria a sua própria conclusão nesse ponto.

O livro claramente sofre por seguir minuciosamente (a primeira vista) a história da Creation Records em My Magpie Eyes are Hungry for the Prize de David Cavanagh. O livro também tem o azar de pegar pesado num momento chave na vida de Alan McGee na Creation, a super-documentada caída nas financas da gravadora causada pela enorme conta do estudio ocorrida durante as gravações do problemático álbum (Citando o que Pat Fish ja dizia no livro de Cavanagh, que outros artistas foram consequentemente forçados a essa ressentida pobreza virtual por causa do álbum: “ninguém tinha recursos para comer por causa de Kevin Sheilds.”). Enquanto o livro de Canvanagh é consideravelmente longo, falta autenticidade, de acordo com Kevin Sheilds, que afirma que isto subsequentemente disgraçou o autor. Sheilds também repete a asserção da época de Alan McGee que o livro era simplismente “um conto de contabilista”, algo que eu mais acredito como a existência de um livro rival profundamente devotado ao momento que a centro-história do Oasis no livro da gravadora é olhada pelo, de outra maneira mais considerado escritor, Paolo Hewitt. Sendo assim, Alan McGee retoma sua sua longevidade nos negócios recorrendo a Conor McNicholas indecorosa asserção do Ano Zero quando foi pedido para colaborar com o livro do Loveless. “Me desculpa, mas aquele álbum me chateia.” ele responde, adicionando “vida longa aos Libertines, Dirty Pretty Things e Babyshambles.”

O livro de McGonigal se salva pela aproximação com os músicos da banda e habilidade de refletir no atual legado do álbum e posterior ‘carreira’ dos membros. O trabalho de Kevin Sheilds com Primal Scream e a provisão da trilha sonora do reverente mas tolo Lost in Translation é discutida, também o decepcionante pós-MBV, Snowpony, de Debbie Googe, sem mencionar a igualmente legendaria pressão que a banda de Kevin Sheilds sofreu com o problemático álbum.

O editor da série, David Barker, tem escrito em seu blog sobre os outros títulos da 33 1/3 por vários anos e ainda continua nos dias de hoje. Em 2005 ele questionou “Sera que tem uma geração toda de jovens escritores Britânicos de música que não estamos a par?” Perfeitamente valida pergunta ja que, mais uma vez, outra importante banda Britânica (tal como Erik Morse’s Spacemen 3 biography no ano passado) foi deixada para um Americano cobrir. Nao desacreditando a nacionalidade ( a abdicação do dever e toda nossa) mas a compreensão do assunto é consideravelmente diferente entre as duas escolas de jornalismo e seria interessante se o livro pudesse oferecer um material escrito sob a caneta de alguém instruido nas duas british music weeklies da era e absorvido na cultura dos gigs, sem mencionar a probabilidade de que longas e mais variadas entrevistas teriam sido possiveis nesse lado do rio. As citações da epoca do jornalista McGonigal são mais definidas como escrita comica ou recolocadas fora do reino dos grudentos chãos dos gigs e tours de vans.

Se as palavras Fender Jazzmaster, braço tremolo ou pedal chorus significa alguma coisa para você, entao você ja deve ter comprado este livro.

Click aqui para a versão em Inglês.

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SOBRE O CRITICO:
A. Stevens é vice-editor da 3:AM Magazine. Em 2006 ele publicou The Edgier Waters (Snowbooks), uma antologia dos primeiros cinco anos da revista e terá a segunda antologia publicada este ano pela Social Disease.

Publicado primeiramente no 3:AM Magazine: Monday, May 28th, 2007.