Poema
Por Elói de Paula Pereira.
Sou tronco de espinho
Sou ave sem ninho
Sou tigre ferido
Sou caso perdido
Sou culpa sem dono
Boêmio sem sono
Sou noite sem fim
Num jogo de azar
Meu grande pecado
É um fardo pesado
É um preço com ágio
Por eu ser o presságio
Das loucuras de amor
Sob um céu sem luar.
SOBRE O AUTOR
Elói de Paula Pereira Nasceu aos sete dias do mês de outubro de 1946, em uma fazenda próxima da então vila, e hoje cidade de São José da Barra, em Minas Gerais. Lá viveu até seus seis anos de idade, quando tangidos pela necessidade de buscar escolas para seus filhos, os respectivos progenitores houveram por bem trazê-lo para a cidade de Passos. Veio para estudar mas nesta cidade se revelou um aluno relapso. Pouco dado ao exercício do estudo metódico e disclinado, cheio de fantasias irreais, descambou-se para a vida boêmia e dessa maneira colecionou uma serie interminável de fracassos, até que um dia seguindo sua índole aventureira entrou, através de concurso, para os quadros da Fundação Nacional do Índio(FUNAI).Entre os índios viveu por um breve periodo de tempo, dois anos aproximadamente. Retornando à sua cidade chafurdou-se no alcoolismo, vivendo assim terríveis momentos, permeados por alguns momentos de lucidez durante os quais publicou algumas coisinhas, em peródicos locais, uma ligeira participação na xogun, recebeu um modesto prêmio no concurso Henriqueta Lisboa (2004) da gloriosa Arcádia de Minas Gerais. Impactado por este evento a prefeitura ofereceu a ele o saguão da Casa da Cultura para a exposição de seus poemas como um varal de poesias.
Publicado primeiramente em 3:AM Magazine: Tuesday, September 25th, 2007.
